quinta-feira, 22 de novembro de 2007

trabalhemos menos, trabalhemos todos


As centrais sindicais brasileiras desenvolvem uma campanha pela diminuição da jornada de trabalho. Não pode haver campanha mais justa e humanista. Que os trabalhadores, os que produzem todas as riquezas do Brasil e do mundo, possam trabalhar menos e viver mais, até para que outros possam ter acesso ao trabalho formal e dignamente remunerado. Não se combate o desemprego apenas abrindo novas frentes de trabalho. É indispensável – como faz a proposta de reforma constitucional do governo venezuelano, que diminui a jornada de trabalho de oito para seis horas – diminuir a jornada de trabalho. Diminuir as horas de trabalho para que os trabalhadores possam dispor de um tempo para a família, o lazer, o descanso, a leitura, a luta coletiva. Para que decidam o que querem fazer com ao menos uma parte das suas vidas.

Emir Sader

leia a íntegra do artigo em Carta Maior

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Tropa de Elite: disputar a leitura do filme

Fragmento retirado do blog do Rossetto.
Para falar a verdade, ainda não vi o filme (!!), mas, pelo que tenho ouvido a respeito, acho fundamental, como disse o Rolim, aproveitar o debate por ele gerado e disputar sua leitura.
É uma boa tarefa para a rede de blogs!

"Em meio às diferentes opiniões apresentadas, chegamos a alguns consensos no final: goste-se ou não do filme, é impossível negar o profundo impacto e o debate que ele gerou. Rolim defendeu que é preciso disputar a leitura do filme.

Muita gente achou que se trata de uma obra realista, que retrata fielmente o cotidiano da segurança pública no Rio de Janeiro (e no Brasil de um modo mais geral), onde a violência do tráfico convive com a corrupção e com a prática da tortura por alguns setores da polícia. Depois do filme, defendeu Rolim, ninguém mais nega a existência desses problemas no interior de setores das nossas polícias. Para ele, esse é um mérito do filme. O suposto caráter realista do filme apresenta, no entanto, algumas armadilhas, como a aceitação e o aplauso, por parte de muitos que assistiram ao filme, da tortura e de execuções sumárias, sem julgamento, de pessoas envolvidas com o crime. Todos esses problemas, por outro lado, estão relacionados ao brutal enfraquecimento do Estado e de suas instituições, fenômeno que acaba alimentando práticas que só geram mais violência e corroem as idéias de lei, direito e direitos."






Kayser vai na couve

Fonte:
Grafar

portinho é assim

Eheh, pesquei do leandrodoro. Para descontrair.


"Provas de que Porto Alegre possui colonização açoriana

Comecei a construir esta lista hoje. Quem quiser, pode contribuir, sugerindo pôr ou retirar trechos."

— O centro da cidade exala cheiro de bacalhau, embora alguns digam ser urina.
— Possui uma banda chama Os Pá, depois rebatizada para Ospa.
— O condutor de veículos, se quiser ir duas quadras para a direita, precisa ir cinco quadras a esquerda, depois dobrar.
— Na bandeira da cidade, está escrito: "Leal e Valerosa Cidade Porto Alegre". Sim, valerosa.
— No hino municipal, diz que a água do Guaíba é um espelho. Turvo, no caso.
— O clube Juvenil é o que possui os sócios mais idosos.
— O porto-alegrense fala "verdadi", "saudadi", leiti" e acha errado quem diz verdade, saudade e leite.
— Usa diminutivo para a palavra prostituta, o que, na verdade, quer dizer "saúde", em alemão ou o sobrenome do principal rival do Airton Senna. Prost.
— Se diz gaúcho, mas odeia gaudério.
— Cerca de 30% dos que se dizem porto-alegrenses, na verdade, moram na Região Metropolitana.
— Outros 30% dos que se dizem porto-alegrensese, na verdade, nasceram em outra cidade.
— As mais belas canções sobre a cidade foram criadas por pelotenses.
— Verdes Anos é o nome de um filme, e não sintoma de uma doença venérea.
— Ocidente não é um hemisfério, mas um bar no Bom Fim
— No futebol masculino, o Brasil já é penta, mas em Porto Alegre todo mundo diz tri: tri legal, tri afim, tri massa, etc.
— Tribom quer dizer ótimo e não a marca clonada de um sorvete.
— A maioria diz que passa o domingo no brique da Redenção, mas, no final, vai pro shopping.
— O time que se diz nobre tem estádio na Azenha. O que se diz rico, de frente para o Guaíba.
— Almôndegas é nome de banda e não de bolo de carne.
— Perimetral, que é a avenida que deveria ser fora do perímetro urbano, passa pelo centro da cidade.
— A cidade tem uma Usina do Gasômetro, que em alemão pode ser chamada de KRAFTWERK, que na verdade é o nome de uma banda e tecno.

Contribuição de Lisandro Santos:
— A Casa de Espanha fica na Rua Portugal.

Contribuição do cartunista Bier:
— O centro, que deveria ficar no centro da cidade, fica numa ponta.
— Boa parte da cidade é banhada por um rio, ou seria lago, e as autoridades só investem — quando investem — no transporte rodoviário.
— Quando alguém diz que vai pro São Pedro, nunca se sabe se é pro teatro ou pro hospício.
— O acampamento Farroupilha do Parque da Harmonia é o único que, ao celebrar a Guerra dos Farrapos, consegue ser pior do que os acampamentos do tempo da Guerra dos Farrapos.
— A única coisa que não tem no Hospital de Beneficência Portuguesa é português.
— Para comer um bom prato lusitano vá no restaurante da Sociedade Espanhola.
— Os melhores bolinhos de bacalhau de cidade são de viola, sardinha, anchova, carpa e lambari.
— Ainda tem citadino que acredita em plantação de sagu.

Contribuição de Caio Brito:
Porto Alegre é a única cidade em que a Mel Lisboa é filha do Bebeto Alves.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

de um venezuelano aos editores da Veja

O venezuelano radicado no Brasil Yojin Ramones escreveu esta contestação à matéria de capa da revista Veja neste fim de semana – Chávez, a sombra do ditador. Talvez por prudência, remeteu também uma cópia ao Vermelho. Como duvidamos que a Veja a publique, reproduzimos na íntegra a mensagem, que tem a força das coisas ditas por uma pessoa que simplesmente tem apreço à verdade.

''Prezados editores da Veja, meu nome é Yojin Ramones, venezuelano vivendo no Brasil e fincando raízes neste país, já com uma filha brasileira. Escrevo estas linhas em espanhol, porque imagino que o conhecimento deste idioma é total da parte dos senhores, pela análise que fazem de meu país, a Venezuela.

A capa da última edição da revista, como outras anteriores, demonstra um desconhecimento real da situação na Venezuela. Porém o mais grave é que isso é feito de maneira intencional, manipulando totalmente a verdade para apresentar uma matriz de opinião de ditadura.

Pois bem, vou dar as características da ditadura de que os senhores falam.

Na Venezuela se recuperou a economia de uma forma acelerada, melhorando o poder aquisitivo de todos – escutem, de todos – os venezuelanos, ricos e pobres (antes eram apenas os ricos). O país tem anualmente o crescimento do PIB (Produto Interno bruto) mais elevado da América Latina.

Nessa ditadura se convoca referendos sobre os temas mais importantes do país, para que o povo opine e escolha o que quiser.

Nessa ditadura consertou-se os abusos dos bancos na exploração de seus clientes. Por exemplo, a taxa de juro anual de um cartão de crédito é de 28%. Aqui no Brasil é de 120%.

Nessa ditadura há escassez de veículos porque todos compram carros.

Essa ditadura se dá ao luxo de sofrer um golpe de Estado, e ver todos os meios de comunicação entrarem em cadeia para falar mal, humilhar e até falar xenofobicamente das pessoas, sem que exista uma só pessoa presa por isso.

Em matéria de obras, como metrôs, pontes, teleférico, aeroportos, etc., não há país da América latina que tenha tantas em apenas oito anos.

Nessa ditadura a gasolina custa 5 centavos de real o litro, o que os neoliberais chamam de populismo.

Nessa ditadura os serviços de saúde devolveram a vista a milhares de pessoas carentes de recursos, não só venezuelanos mas latino-americanos, e pela primeira vez muitos bairros pobres têm um médico para dar atenção às pessoas.

Nessa ditadura o poder é cada dia mais transferido para o povo, essas pessoas de poucos recursos, que antes só eram recordadas nas eleições, sendo tratadas como pseudo-escravos.

Essa ditadura busca na integração do Sul a prioridade do crescimento de nossas raízes e forças latino-americanas.

Por estas e muitas outras razões, essa ditadura, como os senhores a chamam, para nós é cristianismo, igualdade, esperanças. Sei que no Brasil as pessoas são muito boas, têm os mesmos desejos de progresso. Mas com a publicação dos senhores, a televisão Globo, seus canais de TV a cabo ou por satélite as pessoas não vão poder formar uma opinião, porque estão cercadas midiaticamente, hipnotizadas por programas como o BBB Brasil, para que nunca dewscubram a realidade em volta delas.

No entanto, hoje em dia as cercas vêm abaixo, as pessoas opinam, tomam atitude, quer dizer, evoluem para a busca da verdade. O tempo dará razão a quem a tiver. Sem mais para agregar e agradecendo o tempo dos senhores na leitura destas linhas,
Yojin Ramones''.


fonte: www.vermelho.org.br